“Eu só não quero espalhar teu perfume pela casa, pra lembrar do teu cheiro. Visitar lugares que andei com você, pra ver se deixou rastros. Abraçar o travesseiro pra sentir os teus abraços. Pegar retrato de nós dois e lembrar de como eramos feliz. Ler cartas que você me enviou. Ligar várias vezes esperando me atender, e você não da importância. Ficar doente e não ter a tua compania pra me sentir melhor. Eu só não quero ouvir as músicas que me lembra você e chorar de saudade. Eu não quero ser obrigado a ter insônia, esperar tarde da noite, você chegar do trabalho, para poder me ligar. Só de imaginar isso tudo acontecer, sinto uma baita dor no coração. A saudade ultimamente define o motivo dos meus choros, eu não quero te assustar, nem parecer um louco, mas eu não aceito viver a vida sem você, a vida que nós construirmos juntos. Sempre existiu eu e você, desde o primeiro pedido pra ficar, desde o medo que sentimos de perder o outro para o outra pessoa melhor. A gente sempre foi da gente. Eu não quero aceitar você vivendo outra vida, sem ser comigo. Pode me chamar de bobo, tolo, idiota, por pensar que um dia você possa ir embora, se eu tenho amor por ti é claro que eu tenho medo, um medo absurdo que eu desabo quando você não está comigo. Você é meu bem maior, é tudo que eu tenho pra ser feliz. Vou cuidar de você, mesmo de longe. Vou me declarar todos os dias, te dizendo o quanto eu amo você, demostrando todo sentimento bom, que você fez brotar em mim.”
25.12.13
24.12.13
Quereres
“Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz.”
— Fernando Pessoa.
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23.12.13
Nem vem que não tem
“Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços, das suas mãos, do seu colo pra eu me deitar, do seu conselho quando eu não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou cobrar aquilo que você não possa me dar. Mas uma coisa eu exijo: quando estiver comigo, que seja você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.”
- Pedro Bial
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21.12.13
Exército da Salvação
“Mais de 800 mil pessoas se suicidaram esse ano. Milhares estão vendendo seu corpo e dignidade por migalhas na noite de hoje. Algumas pessoas estão chorando a morte de uma pessoa querida agora. Hitler ordenou o massacre de aproximadamente 40 milhões de pessoas. Mais de 30 milhões de fetos foram abortados esse ano. Mais de 20 mil pessoas morreram de fome hoje. Esses números te causaram algum impacto? Acredito que não. Porque? O ser humano perdeu a sensibilidade. Ninguém mais sente a dor do outro. “Se suicidou? Esses jovens de hoje são frescos.” “É prostituta porque quer, vai procurar um trabalho digno!”. Já parou pra pensar o que leva alguém a chegar a alguns extremos na vida? Não justificando tais atos, mas ao olhar para uma prostituta, já parou pra pensar o que ela passou pra chegar onde está? O que sofreu na infância? Ao ver notícias sobre um suicida, já parou pra refletir no que levou-o a desistir da vida? Acredito que a pessoa é mais importante que seu erro. A tecnologia desenfreada criou seres egoístas e destruiu o altruísmo. A dor hoje não passa de estatística. Que o amor nos salve de nós mesmos.”
| — | A menina e o violão. |
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6.12.13
Sobre "don't try"
"Alguém um dia me perguntou: ‘O que você faz? Como você escreve, cria?’ E eu respondi, você não faz. Você não tenta. Isso é muito importante – não tentar – seja com relação a cadillacs, criação ou imortalidade. Você espera, e se nada acontecer, espera um pouco mais. É como um inseto no alto da parede. Você espera ele vir até você. Quando ele chega perto o suficiente de seu alcance, você bate nele e o mata. Ou se gostar dele pode fazer dele um animal de estimação."
- Charles Bukowski
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