Então é isso. Fim de um dia. Madrugada de outro e nada de você. Foi até bom, aproveitei mais minhas amigas, dei muita risada, dei até uma de cupido, mas toda vez que alguém adentrava naquele recinto eu tinha um misto de alegria e frustração. Alegria por pensar que poderia ser você e frustração ao constatar que não era e depois mais alegria por graças a Deus não ser você e frustração por não ser. Vai entender, mulher é bicho esquisito mesmo. Não encostei sequer num copo de bebida alcoólica e nem me dei ao luxo de pensar em comprar. Acho que eu já pressentia que você não iria aparecer, deve ter sido por isso. Porque sempre que nós nos encontramos ou eu estou bebendo ou eu começo a beber. Acho que o soro ante você esta dando resultado. Vamos esperar até a próxima possível melhora causada por esse soro. E até hoje a tarde, quem sabe eu finalmente não te encontre na Sorveteria.
18.12.12
17.12.12
Possível encontro
E eu cheguei fazem mais ou menos umas 6 horas, estou me arrumando para ir na rua pela segunda vez. Já passei na frente da sua casa e fiz algo para chamar sua atenção; caso você estivesse lá. E nada. Não lhe avistei. E muito menos senti seu cheiro quando uma brisa suave passou por mim. Nada. Nadinha. E isso me afetou de uma forma indescritível. Não queria ter que pensar em você nem no que eu iria fazer caso te encontrasse mais é, e esta sendo inevitável. Acho que vou parar por aqui já que eu estou mais uma vez atrasada, então ate um possível encontro dessa vez. Fui.
16.12.12
As tais três palavras
Eu não consigo nem pensar, que dirá proferir as tais três palavras magicas. Aquelas que podem ser o motivo de felicidade de um casal se estiverem presentes e que podem ser motivo de inúmeras decepções pela falta da mesma. Aquelas que podem identificar o quão íntimos somos de um amigo, o quanto apreço temos por nossos familiares, o quanto admiramos um cantor, um livro e/ou um filme. Aquelas sempre presente em filmes como "Titanic", em livros como "Querido John", em musicas como "volta pra mim - roupa nova." Aquelas que começam com eu e terminam com amo. Eu... amo! Amo o que?! Amo a mim!? Aos meus amigos, aos meus livros, minhas musicas, minhas fotos reveladas, as anotações dos meus amigos nos cadernos do colégio, sushi, limão com sal, o numero 18 e leão. Tem alguma outra palavra ali bem no meio do eu e do amo mas acho que acabei por perde-la junto com a minha capacidade de demonstrar tudo o que sinto. Aquelas malditas três palavras me sufocam, tapam a minha garganta e impedem que qualquer resquício de ar circule. Tusso na tentativa de cuspi-las, de por um fim naquela sensação de enforcamento. Mas nada. O sentimento esta ali, as palavras também, junto com a minha vontade de dize-las. Mas nada. O sufocamento só aumenta junto com a angustia. É triste pra mim não conseguir demonstrar aquilo que eu gostaria e é triste para as pessoas que eu tenho apreço. E tudo isso por causa de um cara, um ser qualquer que encasquetou de cruzar o meu caminho e virar de pernas pro ar a minha vida. Aquele cara que me trouxe sorrisos, recordações, beijos e palhaçadas, tudo isso complementado com o problema dele com o alcoolismo e com o pai. Aquele cara que toda vez que eu o vejo, me faz perceber que eu abri mão de mais uma coisa por causa dele. Aquele cara que esta com o meu "te" e com o meu alivio e não quer devolver.
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15.12.12
Você me deixou tão...
Agora eu sei o que realmente me fez ficar "so in love" por você. Não teve nada a ver com as suas tatuagens ou a sua disposição para festa ou até mesmo quem sabe toda aquela sua pose de rebelde. Foi o que existia por trás daquilo tudo. Eu tive que ultrapassar camadas e mais camadas de ti para realmente chegar no local em que eu mais me sentia confortável. Você me compreendia, essa é a verdade. Tinha tudo a ver com aquele teu jeito de me envolver com teus braços fortes fazendo com que tudo de ruim se esvair-se, tinha tudo a ver com aquele teu jeito de olhar me reconfortando, tinha tudo a ver com aquele silencio acolhedor que pairava sobre nós.
14.12.12
Multidões
A verdade é que aquele aglomerado de pessoas defendendo uma causa, presas em um engarrafamento, gritando num show ou na cantina do meu colégio me apavora. Faz o meu claustro-fobismo perder todo o sentido, ainda mais se eu tiver que enfrentar isso tudo sozinha. Muito de algo nunca é bom. Muito doce me deixa enjoada. Muito refrigerante da estria. Muito amor vira possessão. Sempre gostei de cantar a música da minha banda favorita no ultimo volume no seu show, mas não trocaria por nada a calmaria de uma tarde folheando um livro. É meio desesperador. Angustiante. Multidões não passam de exagero.
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